ILOSOFIA
01- Considere a citação abaixo: "Sócrates: Tomemos como princípio que todos os poetas, a começar por Homero, são simples imitadores das aparências da virtude e dos outros assuntos de que tratam, mas que não atingem a verdade. São semelhantes nisso ao pintor de que falávamos há instantes, que desenhará uma aparência de sapateiro, sem nada entender de sapataria, para pessoas que, não percebendo mais do que ele, julgam as coisas segundo a aparência?" Glauco - "Sim". Fonte: PLATÃO. A República. Tradução de Enrico Corvisieri. São Paulo: Nova Cultural, 1997. p.328. Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a mímesis em Platão, assinale a alternativa correta. a) Platão critica a pintura e a poesia porque ambas são apenas imitações diretas da realidade. b) Para Platão, os poetas e pintores têm um conhecimento válido dos objetos que representam. c) Tanto os poetas quanto os pintores estão, segundo a teoria de Platão, afastados dois graus da verdade. d) Platão critica os poetas e pintores porque estes, à medida que conhecem apenas as aparências, não têm nenhum conhecimento válido do que imitam ou representam. e) A poesia e a pintura são criticadas por Platão porque são cópias imperfeitas do mundo das idéias. 02- Tendo por base o método cartesiano da dúvida, é correto afirmar que: a) Este método visa a remover os preconceitos e opiniões preconcebidas e encontrar uma verdade indubitável. b) Ao engendrar a dúvida hiperbólica, o objetivo de Descartes era provar que suas antigas opiniões, submetidas ao escrutínio da dúvida, eram verdadeiras. c) A dúvida hiperbólica é engendrada por Descartes para mostrar que não podemos rejeitar como falso o que é apenas dubitável. d) Só podemos dar assentimento às opiniões respaldadas pela tradição. e) A dúvida metódica surge, no espírito humano, involuntariamente. 03- Leia o texto a seguir. "Dado que todo súdito é por instituição autor de todos os atos e decisões do soberano instituído, segue-se que nada do que este faça pode ser considerado injúria para com qualquer de seus súditos, e que nenhum deles pode acusá-lo de injustiça". Fonte: HOBBES, T. Leviatã, ou, Matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 109. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contratualismo de Hobbes, é correto afirmar: a) O soberano tem deveres contratuais com os seus súditos. b) O poder político tem como objetivo principal garantir a liberdade dos indivíduos. c) Antes da instituição do poder soberano, os homens viviam em paz. d) O poder soberano não deve obediência às leis da natureza. e) Acusar o soberano de injustiça seria como acusar a si mesmo de injustiça. 04- "De acordo com a ética do Discurso, uma norma só deve pretender validez quando todos os que possam ser concernidos por ela cheguem (ou possam chegar), enquanto participantes de um Discurso prático, a um acordo quanto à validez dessa norma". Fonte: Habermas, J. Consciência moral e agir comunicativo. Tradução de Guido A. de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989, p.86. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a Ética do Discurso de Habermas, assinale a alternativa correta: a) O princípio possibilitador do consenso deve assegurar que somente sejam aceitas como válidas as normas que exprimem um desejo particular. b) Nas argumentações morais basta que um indivíduo reflita se poderia dar seu assentimento a uma norma. c) Os problemas que devem ser resolvidos em argumentações morais podem ser superados apenas monologicamente. d) O princípio que norteia a ética do discurso de Habermas expressa-se, literalmente, nos mesmos termos do imperativo categórico kantiano. e) Uma norma só poderá ser considerada correta se todos os envolvidos estiverem de acordo em dar-lhe o seu consentimento. 05- Segundo Francis Bacon, "são de quatro gêneros os ídolos que bloqueiam a mente humana. Para melhor apresentá-los, lhes assinamos nomes, a saber: Ídolos da Tribo; Ídolos da Caverna; Ídolos do Foro e Ídolos do Teatro". Fonte: BACON, F. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 21. Com base nos conhecimentos sobre Bacon, os Ídolos da Tribo são: a) Os ídolos dos homens enquanto indivíduos. b) Aqueles provenientes do intercurso e da associação recíproca dos indivíduos. c) Aqueles que imigraram para o espírito dos homens por meio das diversas doutrinas filosóficas. d) Aqueles que chegam ao espírito humano por meio de regras viciosas de demonstração. e) Aqueles fundados na própria natureza humana. 06- Na segunda seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant nos oferece quatro exemplos de deveres. Em relação ao segundo exemplo, que diz respeito à falsa promessa, Kant afirma que uma "pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: Não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: Quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedilo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá". Fonte: KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 130. De acordo com o texto e os conhecimentos sobre a moral kantiana, considere as afirmativas a seguir: I. Para Kant, o princípio de ação da falsa promessa não pode valer como lei universal. II. Kant considera a falsa promessa moralmente permissível porque ela será praticada apenas para sair de uma situação momentânea de apuros. III. A falsa promessa é moralmente reprovável porque a universalização de sua máxima torna impossível a própria promessa. IV. A falsa promessa é moralmente reprovável porque vai de encontro às inclinações sociais do ser humano. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é: a) I e II b) I e III c) II e IV d) I, II e III e) I, II e IV 07- "Desde suas origens entre os filósofos da antiga Grécia, a Ética é um tipo de saber normativo, isto é, um saber que pretende orientar as ações dos seres humanos". Fonte: CORTINA, A.; MARTÍNEZ, E. Ética. Tradução de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 9. Com base no texto e na compreensão da ética aristotélica, é correto afirmar que a ética: a) Orienta-se pelo procedimento formal de regras universalizáveis, como meio de verificar a correção ética das normas de ação. b) Adota a situação ideal de fala como condição para a fixação de princípios éticos básicos, a partir da negociação discursiva de regras a serem seguidas pelos envolvidos. c) Pauta-se pela teleologia, indicando que o bem supremo do homem consiste em atividades que lhe sejam peculiares, buscando a sua realização de maneira excelente. d) Contempla o hedonismo, indicando que o bem supremo a ser alcançado pelo homem reside na felicidade e esta consiste na realização plena dos prazeres. e) Baseada no emotivismo, busca justificar a atitude ou o juízo ético mediante o recurso dos próprios sentimentos dos agentes, de forma a influir nas demais pessoas. 08- "Há, porém, algo de fundamentalmente novo na maneira como os Gregos puseram a serviço do seu problema último - da origem e essência das coisas - as observações empíricas que receberam do Oriente e enriqueceram com as suas próprias, bem como no modo de submeter ao pensamento teórico e casual o reino dos mitos, fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível: os mitos sobre o nascimento do mundo." Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 197. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação entre mito e filosofia na Grécia, é correto afirmar: a) Em que pese ser considerada como criação dos gregos, a filosofia se origina no Oriente sob o influxo da religião e apenas posteriormente chega à Grécia. b) A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, representando uma nova forma de pensamento plenamente racional desde as suas origens. c) Apesar de ser pensamento racional, a filosofia se desvincula dos mitos de forma gradual. d) Filosofia e mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que o pensamento filosófico necessita do mito para se expressar. e) O mito já era filosofia, uma vez que buscava respostas para problemas que até hoje são objeto da pesquisa filosófica. 09- "E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão certa que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não seriam capazes de a abalar". Fonte: Descartes, R. Discurso do Método. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 46. Com base na citação acima e nos conhecimentos sobre Descartes, assinale a alternativa correta: a) Para Descartes, é mais fácil conhecer o corpo do que a alma. b) Descartes estabelece que a alma tem uma natureza puramente intelectual. c) Segundo Descartes, a verdade da res extensa precede a verdade da res cogitans. d) O eu penso, logo existo revela a perspectiva cartesiana em considerar primeiramente aquilo que é complexo. e) A união da alma e do corpo revela que eles possuem a mesma substância. 10- "Todos os homens, por natureza, desejam conhecer. Sinal disso é o prazer que nos proporcionam os nossos sentidos; pois, ainda que não levemos em conta a sua utilidade, são estimados por si mesmos; e, acima de todos os outros, o sentido da visão". Mais adiante, Aristóteles afirma: "Por outro lado, não identificamos nenhum dos sentidos com a Sabedoria, se bem que eles nos proporcionem o conhecimento mais fidedigno do particular. Não nos dizem, contudo, o porquê de coisa alguma". Fonte: ARISTÓTELES, Metafísica. Tradução de Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1969, p. 36 e 38. Com base nos textos acima e nos conhecimentos sobre a metafísica de Aristóteles, considere as afirmativas a seguir. I. Para Aristóteles, o desejo de conhecer é inato ao homem. II. O desejo de adquirir sabedoria em sentido pleno representa a busca do conhecimento em mais alto grau. III. O grau mais alto de conhecimento manifesta-se no prazer que sentimos em utilizar nossos sentidos. IV. Para Aristóteles, a sabedoria é a ciência das causas particulares que produzem os eventos. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é: a) I e II b) II e IV c) I, II e III d) I, III e IV e) II, III e IV 11- "Assim como a natureza ensinou-nos o uso de nossos membros sem nos dar o conhecimento dos músculos e nervos que os comandam, do mesmo modo ela implantou em nós um instinto que leva adiante o pensamento em um curso correspondente ao que ela estabeleceu para os objetos externos, embora ignoremos os poderes e as forças dos quais esse curso e sucessão regulares de objetos totalmente dependem". Fonte: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Editora UNESP, 1999, p.79-80. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria do conhecimento de Hume, assinale a alternativa correta: a) Para Hume, o princípio responsável por nossas inferências causais chama-se instinto de autoconservação. b) Entre o curso da natureza e o nosso pensamento não há qualquer correspondência. c) Na teoria de Hume, a atividade mental necessária à nossa sobrevivência é garantida pelo conhecimento racional das operações da natureza. d) O instinto ao qual Hume se refere chama-se hábito ou costume. e) Segundo Hume, são os raciocínios a priori que garantem o conhecimento das questões de fato. 12- "A filosofia grega parece começar com uma idéia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque faz sem imagem e fabulação; e enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento: "Tudo é um". A razão citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e no-lo mostra como investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro filósofo grego". Fonte: NIETZSCHE, F. Crítica Moderna. In: Os Pré-Socráticos. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 43. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Tales e o surgimento da filosofia, considere as afirmativas a seguir. I. Com a proposição sobre a água, Tales reduz a multiplicidade das coisas e fenômenos a um único princípio do qual todas as coisas e fenômenos derivam. II. A proposição de Tales sobre a água compreende a proposição "Tudo é um". III. A segunda razão pela qual a proposição sobre a água merece ser levada a sério mostra o aspecto filosófico do pensamento de Tales. IV. O Pensamento de Tales gira em torno do problema fundamental da origem da virtude. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é: a) I e II b) II e III c) I e IV d) I, II e IV e) II, III e IV 13- "Em todos os juízos em que for pensada a relação de um sujeito com o predicado [...], essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B pertence ao sujeito A como algo contido (ocultamente) nesse conceito A, ou B jaz completamente fora do conceito A, embora esteja em conexão com o mesmo. No primeiro caso, denomino o juízo analítico, no outro sintético". Fonte: KANT, I. Crítica da Razão Pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p.27. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a distinção kantiana entre juízos analíticos e sintéticos, assinale a alternativa que apresenta um juízo sintético a posteriori: a) Todo corpo é extenso. b) Todo corpo é pesado. c) Tudo que acontece tem uma causa. d) 7 + 5 = 12. e) Todo efeito tem uma causa. 14- "Em suma, o que é a aura? É uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais perto que ela esteja. Observar, em repouso, numa tarde de verão, uma cadeia de montanhas no horizonte, ou um galho, que projeta sua sombra sobre nós, significa respirar a aura dessas montanhas, desse galho. Graças a essa definição, é fácil identificar os fatores sociais específicos que condicionam o declínio atual da aura. Ele deriva de duas circunstâncias, estreitamente ligadas à crescente difusão e intensidade dos movimentos de massas. Fazer as coisas "ficarem mais próximas" é uma preocupação tão apaixonada das massas modernas como sua tendência a superar o caráter único de todos os fatos através da sua reprodutibilidade". Fonte: BENJAMIN, W. "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica". In: Magia e Técnica, Arte e Política. Obras Escolhidas. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 170. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Benjamin, assinale a alternativa correta: a) Ao passar do campo religioso ao estético, a obra de arte perdeu sua aura. b) Ao se tornarem autônomas, as obras de arte perderam sua qualidade aurática. c) O declínio da aura decorre do desejo de diminuir a distância e a transcendência dos objetos artísticos. d) O valor de culto de uma obra de arte suscita a reprodutibilidade técnica. e) O declínio da aura não tem relação com as transformações contemporâneas. 15- Karl Popper, em "A lógica da investigação científica", se opõe aos métodos indutivos das ciências empíricas. Em relação a esse tema, diz Popper: "Ora, de um ponto de vista lógico, está longe de ser óbvio que estejamos justificados ao inferir enunciados universais a partir dos singulares, por mais elevado que seja o número destes últimos". Fonte: POPPER, K. R. A lógica da investigação científica. Tradução de Pablo Rubén Mariconda. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p.3. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Popper, assinale a alternativa correta: a) Para Popper, qualquer conclusão obtida por inferência indutiva é verdadeira. b) De acordo com Popper, o princípio da indução não tem base lógica porque a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão. c) Uma inferência indutiva é aquela que, a partir de enunciados universais, infere enunciados singulares. d) A observação de mil cisnes brancos justifica, segundo Popper, a conclusão de que todos os cisnes são brancos. e) Para Popper, a solução para o problema do princípio da indução seria passar a considerá-lo não como verdadeiro, mas apenas como provável. 16- "Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. [...] Ao príncipe torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Sendo, portanto, um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza da besta, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão, pois este não tem defesa alguma contra os laços, e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de leões não serão bem-sucedidos. Por isso, um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessem de existir". Fonte: MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Tradução de Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1993, cap, XVIII, p.101-102. Com base no texto e nos conhecimentos sobre O Príncipe de Maquiavel, assinale a alternativa correta: a) Os homens não devem recorrer ao combate pela força porque é suficiente combater recorrendo-se à lei. b) Um príncipe que interage com os homens, servindo-se exclusivamente de qualidades morais, certamente terá êxito em manter-se no poder. c) O príncipe prudente deve procurar vencer e conservar o Estado, o que implica o desprezo aos valores morais. d) Para conservar o Estado, o príncipe deve sempre partir e se servir do bem. e) Para a conservação do poder, é necessário admitir a insuficiência da força representada pelo leão e a importância da habilidade da raposa. 17- "E justiça é aquilo em virtude do qual se diz que o homem justo pratica, por escolha própria, o que é justo, e que distribui, seja entre si mesmo e um outro, seja entre dois outros, não de maneira a dar mais do que convém a si mesmo e menos ao seu próximo (e inversamente no relativo ao que não convém), mas de maneira a dar o que é igual de acordo com a proporção; e da mesma forma quando se trata de distribuir entre duas outras pessoas". Fonte: ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim da versão inglesa de W. D. Ross. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 89. De acordo com o texto e os conhecimentos sobre a justiça em Aristóteles, é correto afirmar: a) É possível que um homem aja injustamente sem ser injusto. b) A justiça é uma virtude que não pode ser considerada um meio-termo. c) A justiça corretiva deve ser feita de acordo com o mérito. d) Os partidários da democracia identificam o mérito com a excelência moral . e) Os partidários da aristocracia identificam o mérito com a riqueza. 18- "A passagem do estado de natureza para o estado civil determina no homem uma mudança muito notável, substituindo na sua conduta o instinto pela justiça e dando às suas ações a moralidade que antes lhe faltava. E só então que, tomando a voz do dever o lugar do impulso físico, e o direito o lugar do apetite, o homem, até aí levando em consideração apenas sua pessoa, vê-se forçado a agir, baseando-se em outros princípios e a consultar a razão antes de ouvir suas inclinações". Fonte: ROUSSEAU, J. Do contrato social. Tradução de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, 1999, p.77. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contratualismo de Rousseau, assinale a alternativa correta: a) Por meio do contrato social, o homem adquire uma liberdade natural e um direito ilimitado. b) O homem no estado de natureza é verdadeiramente senhor de si mesmo. c) A obediência à lei que se estatui a si mesmo é liberdade. d) A liberdade natural é limitada pela vontade geral. e) Os princípios, que dirigem a conduta dos homens no estado civil, são os impulsos e apetites. 19- "Ora, nós chamamos aquilo que deve ser buscado por si mesmo mais absoluto do que aquilo que merece ser buscado com vistas em outra coisa, e aquilo que nunca é desejável no interesse de outra coisa mais absoluto do que as coisas desejáveis tanto em si mesmas como no interesse de uma terceira; por isso chamamos de absoluto e incondicional aquilo que é sempre desejável em si mesmo e nunca no interesse de outra coisa". Fonte: ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Nova Cultural, 1987, 1097b, p. 15. De acordo com o texto e os conhecimentos sobre a ética de Aristóteles, assinale a alternativa correta: a) Segundo Aristóteles, para sermos felizes é suficiente sermos virtuosos. b) Para Aristóteles, o prazer não é um bem desejado por si mesmo, tampouco é um bem desejado no interesse de outra coisa. c) Para Aristóteles, as virtudes não contam entre os bens desejados por si mesmos. d) A felicidade é, para Aristóteles, sempre desejável em si mesma e nunca no interesse de outra coisa. e) De acordo com Aristóteles, para sermos felizes não é necessário sermos virtuosos. 20- De acordo com seu conhecimento sobre a ética de Spinoza, é correto afirmar: a) A necessidade não se aplica às ações livres do homem. b) O homem virtuoso procura agir com compaixão. c) A felicidade é o prêmio da virtude, pois a ação virtuosa tem como recompensa a felicidade. d) Quanto mais um homem se esforça por preservar o seu ser, mais ele é virtuoso. e) O homem é mais livre na solidão, pois aí ele só obedece a si mesmo. GABARITO: 1D 2A 3E 4E 5E 6B 7C 8C 9B 10A 11D 12A 13B 14C 15B 16E 17A 18C 19D 20D | |||
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Compreensão ( em filosofia)
terça-feira, 9 de junho de 2015
Gramática. Imprima, coloque nome. Entregue.
Morfossintaxe - Exercícios
1. Na oração: “Foram chamados às pressas todos os vaqueiros da fazenda vizinha”, o núcleo do sujeito é:
a) todos;
b) fazenda;
c) vizinha;
d) vaqueiros;
e) pressas.
2. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorretamente classificado:
a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito composto);
b) fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);
c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);
d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).
3. Em “Éramos três velhos amigos, na praia quase deserta”, o sujeito desta oração é:
a) subentendido;
b) composto e determinado;
c) indeterminado;
d) inexistente;
e) simples e determinado.
4. Indique a única frase que não tem verbo de ligação:
a) o sol estava muito quente;
b) nossa amizade continua firme;
c) suas palavras pareciam sinceras;
d) ele andava triste;
e) ele andava rapidamente.
5. Considere a frase: “Ele andava triste porque não encontrava a companheira”, os verbos grifados são respectivamente:
a) transitivo direto - de ligação;
b) de ligação - intransitivo;
c) de ligação - transitivo - indireto;
d) transitivo direto - transitivo indireto;
e) de ligação - transitivo direto.
6. “O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da cidade pelo vento”. O termo grifado é:
a) sujeito;
b) objeto direto;
c) objeto indireto;
d) complemento nominal;
e) agente da passiva.
7. Na oração “Mestre Reginaldo, o impoluto, é uma sumidade no campo das ciências” - o termo grifado é:
a) adjunto adnominal;
b) vocativo;
c) predicativo;
d) aposto;
e) sujeito simples.
8. Na expressão: “por todos era apedrejado o Luizinho”, o termo grifado é:
a) objeto direto;
b) objeto indireto;
c) sujeito;
d) complemento nominal;
e) agente da passiva.
9. Dentre as orações abaixo, uma contém complemento nominal. Qual?
a) Meu pensamento é subordinado ao seu.
b) Você não deve faltar ao encontro.
c) Irei à sua casa amanhã.
d) Venho da cidade às três horas.
e) Voltaremos pela rua escura ...
10. Em “a linguagem do amor está nos olhos” – os termos grifados são respectivamente:
a) complemento nominal e predicativo do sujeito;
b) adjunto adnominal e predicativo do sujeito;
c) adjunto adnominal e objeto direto;
d) complemento nominal e adjunto adverbial;
e) adjunto adnominal e adjunto adverbial.
11. “Diga ao povo que fico” é um período:
a) simples;
b) composto por coordenação;
c) composto por subordinação;
d) composto por coordenação e subordinação;
e) composto de três orações.
12. Confiamos no futuro Desconhecemos as coisas do futuro. Temos confiança nofuturo
- Nas expressões acima, os termos grifados funcionam respectivamente, como:
a) objeto indireto; adjunto adnominal; complemento nominal;
b) objeto indireto; complemento nominal; objeto indireto;
c) objeto indireto; objeto indireto; complemento nominal;
d) objeto direto; adjunto adnominal; objeto indireto;
e) objeto direto; sujeito; complemento nominal.
13. O predicado é nominal em:
I - Você acha Cristina bonita, mamãe?
II - O mundo podia ser tranquilo.
III - “Zé Mané” não estava embriagado.
IV - O guarda noturno permanece atento a todos os perigos.
V - Os transeuntes ficaram assustados.
a) I - II - III;
b) II - III;
c) II - IV;
d) III - IV - V - II;
e) I - II - IV.
14. Em: “Bebe que é doce, papai” – a palavra grifada funciona como:
a) sujeito;
b) aposto;
c) vocativo;
d) adjunto adverbial;
e) adjunto adnominal.
15. Só muito mais tarde vim, a saber, que a chuva os ___________ na estrada e que não _________ ninguém que ______________.
a) detera; houve; os ajudasse;
b) detivera; houve; os ajudasse;
c) detera; teve; ajudasse eles;
d) detivera; houve; ajudasse eles;
e) detivera; teve; os ajudasse.
16. Se ele _________, não ___________ de rogado, ___________ que não os receberei.
a) vir – te faças – diz-lhe
b) vier – te faz – diz-lhe
c) vir – te faça – dizer-lhe
d) vier – te faças – dize-lhe
e) ier – te faças – diga-lhe
17. “Ele ___________ o carro a tempo, mas não ____________ a irritação e ___________ - se com o outro motorista”.
a) freou – conteve – desaveio
b) freiou – conteu – desaveu
c) freou – conteve – desaviu
d) freiou – conteve – desaveio
18. Assinale a frase em que há um erro de conjugação verbal:
a) Requeiro-lhe um atestado de bons antecedentes.
b) Ele interviu na questão.
c) Eles foram pegos de surpresa.
d) O vendeiro proveu o seu armazém do necessário.
e) Os meninos desavieram-se por causa do jogo.
19. – Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
b) por isso, porque, mas, portanto, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
d) porém, pois, logo, todavia, porque
e) entretanto, que, porque, pois, portanto
20. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração sublinhada pode indicar uma idéia de:
a) concessão
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) consequência
21- Determine o valor semântico das conjunções: adição, oposição, escolha, conclusão, explicação, causa, comparação, condição, concessão.
a) Não só conversa como também atrapalha os colegas.
b) Faça estes exercícios, pois fazem parte da matéria da prova.
c) O sol demorou a surgir, por isso fomos à praia mais tarde.
d) Eram idéias interessantes, porém ninguém concordou com elas.
e) Não cumpriu sua promessa; ficamos, portanto, desapontados com sua atitude.
f) Como é estudioso sempre sai na frente.
g) Vocês são mais estudiosos que os outros
i) Caso vá à festa, avise-me.
j) À proporção que estuda mais aprende.
22. Observe as frases abaixo:
1. O perigo de desabamento está próximo.
2. No levantamento da população de São Paulo houve distorções.
3. Na repartição das armas, a presença do furriel é importante.
4. Toda espécie de contrabando de drogas deve ser repreendido.
Os vocábulos grifados equivalem respectivamente a:
a) iminente, censo, seção e tráfego.
b) iminente, censo, seção e tráfico.
c) eminente, senso, cessão e tráfico.
d) eminente, senso, sessão e tráfego.
23. Quanto à paronímia, assinale a alternativa correta:
a) O meu pai sempre foi um pião de fábrica, um líder no lar, um homem justo.
b) Diante de minha sólida argumentação, só restou ao tenente diferir meu requerimento.
c) Tive gana de provocar um prejuízo vultuoso na firma. Afinal, era um bom tesoureiro.
d) Não o cria tão insensível quanto parecia. A discrição impunha-lhe tenaz
responsabilidade.
24. A alternativa que representa o par de orações em que ocorre o mesmo caso de
homonímia é:
a) O alfaiate coseu bem o terno. / O marido cozeu o feijão.
b) Cerraram todas as portas durante a greve. / Serraram as madeiras.
c) A aluna foi descriminada pela sua falta. / Os colegas a discriminaram.
d) Ele passou-lhe um cheque sem fundo. / Deu-lhe um xeque no jogo de xadrez.
e) Tudo ocorreu antes, como havíamos previsto. / Quando estou com fome, como
qualquer coisa.
25. Assinale a alternativa em que a associação está correta:
I. Deus fez a luz; depois criou a natureza e, finalmente, formou o homem.
II. Se quiseres vencer na vida, cultiva a paciência e segue a lei do Amor.
III. Sabemos que o homem chegou à Lua.
IV. Com aquela viagem, queria ter uma visão ampla sobre a situação do Brasil no mundo atual.
A- Período composto por coordenação.
B- Período composto por subordinação.
C- Período simples.
D- Período composto por coordenação e subordinação.
( )I-A; II-B; III-C; IV-D
( )I-B; II-A; III-D; IV-C
(X )I-A; II-D; III-B; IV-C
a) todos;
b) fazenda;
c) vizinha;
d) vaqueiros;
e) pressas.
2. Assinale a alternativa em que o sujeito está incorretamente classificado:
a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito composto);
b) fala-se muito neste assunto (sujeito indeterminado);
c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente);
d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).
3. Em “Éramos três velhos amigos, na praia quase deserta”, o sujeito desta oração é:
a) subentendido;
b) composto e determinado;
c) indeterminado;
d) inexistente;
e) simples e determinado.
4. Indique a única frase que não tem verbo de ligação:
a) o sol estava muito quente;
b) nossa amizade continua firme;
c) suas palavras pareciam sinceras;
d) ele andava triste;
e) ele andava rapidamente.
5. Considere a frase: “Ele andava triste porque não encontrava a companheira”, os verbos grifados são respectivamente:
a) transitivo direto - de ligação;
b) de ligação - intransitivo;
c) de ligação - transitivo - indireto;
d) transitivo direto - transitivo indireto;
e) de ligação - transitivo direto.
6. “O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da cidade pelo vento”. O termo grifado é:
a) sujeito;
b) objeto direto;
c) objeto indireto;
d) complemento nominal;
e) agente da passiva.
7. Na oração “Mestre Reginaldo, o impoluto, é uma sumidade no campo das ciências” - o termo grifado é:
a) adjunto adnominal;
b) vocativo;
c) predicativo;
d) aposto;
e) sujeito simples.
8. Na expressão: “por todos era apedrejado o Luizinho”, o termo grifado é:
a) objeto direto;
b) objeto indireto;
c) sujeito;
d) complemento nominal;
e) agente da passiva.
9. Dentre as orações abaixo, uma contém complemento nominal. Qual?
a) Meu pensamento é subordinado ao seu.
b) Você não deve faltar ao encontro.
c) Irei à sua casa amanhã.
d) Venho da cidade às três horas.
e) Voltaremos pela rua escura ...
10. Em “a linguagem do amor está nos olhos” – os termos grifados são respectivamente:
a) complemento nominal e predicativo do sujeito;
b) adjunto adnominal e predicativo do sujeito;
c) adjunto adnominal e objeto direto;
d) complemento nominal e adjunto adverbial;
e) adjunto adnominal e adjunto adverbial.
11. “Diga ao povo que fico” é um período:
a) simples;
b) composto por coordenação;
c) composto por subordinação;
d) composto por coordenação e subordinação;
e) composto de três orações.
12. Confiamos no futuro Desconhecemos as coisas do futuro. Temos confiança nofuturo
- Nas expressões acima, os termos grifados funcionam respectivamente, como:
a) objeto indireto; adjunto adnominal; complemento nominal;
b) objeto indireto; complemento nominal; objeto indireto;
c) objeto indireto; objeto indireto; complemento nominal;
d) objeto direto; adjunto adnominal; objeto indireto;
e) objeto direto; sujeito; complemento nominal.
13. O predicado é nominal em:
I - Você acha Cristina bonita, mamãe?
II - O mundo podia ser tranquilo.
III - “Zé Mané” não estava embriagado.
IV - O guarda noturno permanece atento a todos os perigos.
V - Os transeuntes ficaram assustados.
a) I - II - III;
b) II - III;
c) II - IV;
d) III - IV - V - II;
e) I - II - IV.
14. Em: “Bebe que é doce, papai” – a palavra grifada funciona como:
a) sujeito;
b) aposto;
c) vocativo;
d) adjunto adverbial;
e) adjunto adnominal.
15. Só muito mais tarde vim, a saber, que a chuva os ___________ na estrada e que não _________ ninguém que ______________.
a) detera; houve; os ajudasse;
b) detivera; houve; os ajudasse;
c) detera; teve; ajudasse eles;
d) detivera; houve; ajudasse eles;
e) detivera; teve; os ajudasse.
16. Se ele _________, não ___________ de rogado, ___________ que não os receberei.
a) vir – te faças – diz-lhe
b) vier – te faz – diz-lhe
c) vir – te faça – dizer-lhe
d) vier – te faças – dize-lhe
e) ier – te faças – diga-lhe
17. “Ele ___________ o carro a tempo, mas não ____________ a irritação e ___________ - se com o outro motorista”.
a) freou – conteve – desaveio
b) freiou – conteu – desaveu
c) freou – conteve – desaviu
d) freiou – conteve – desaveio
18. Assinale a frase em que há um erro de conjugação verbal:
a) Requeiro-lhe um atestado de bons antecedentes.
b) Ele interviu na questão.
c) Eles foram pegos de surpresa.
d) O vendeiro proveu o seu armazém do necessário.
e) Os meninos desavieram-se por causa do jogo.
19. – Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
b) por isso, porque, mas, portanto, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
d) porém, pois, logo, todavia, porque
e) entretanto, que, porque, pois, portanto
20. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração sublinhada pode indicar uma idéia de:
a) concessão
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) consequência
21- Determine o valor semântico das conjunções: adição, oposição, escolha, conclusão, explicação, causa, comparação, condição, concessão.
a) Não só conversa como também atrapalha os colegas.
b) Faça estes exercícios, pois fazem parte da matéria da prova.
c) O sol demorou a surgir, por isso fomos à praia mais tarde.
d) Eram idéias interessantes, porém ninguém concordou com elas.
e) Não cumpriu sua promessa; ficamos, portanto, desapontados com sua atitude.
f) Como é estudioso sempre sai na frente.
g) Vocês são mais estudiosos que os outros
i) Caso vá à festa, avise-me.
j) À proporção que estuda mais aprende.
22. Observe as frases abaixo:
1. O perigo de desabamento está próximo.
2. No levantamento da população de São Paulo houve distorções.
3. Na repartição das armas, a presença do furriel é importante.
4. Toda espécie de contrabando de drogas deve ser repreendido.
Os vocábulos grifados equivalem respectivamente a:
a) iminente, censo, seção e tráfego.
b) iminente, censo, seção e tráfico.
c) eminente, senso, cessão e tráfico.
d) eminente, senso, sessão e tráfego.
23. Quanto à paronímia, assinale a alternativa correta:
a) O meu pai sempre foi um pião de fábrica, um líder no lar, um homem justo.
b) Diante de minha sólida argumentação, só restou ao tenente diferir meu requerimento.
c) Tive gana de provocar um prejuízo vultuoso na firma. Afinal, era um bom tesoureiro.
d) Não o cria tão insensível quanto parecia. A discrição impunha-lhe tenaz
responsabilidade.
24. A alternativa que representa o par de orações em que ocorre o mesmo caso de
homonímia é:
a) O alfaiate coseu bem o terno. / O marido cozeu o feijão.
b) Cerraram todas as portas durante a greve. / Serraram as madeiras.
c) A aluna foi descriminada pela sua falta. / Os colegas a discriminaram.
d) Ele passou-lhe um cheque sem fundo. / Deu-lhe um xeque no jogo de xadrez.
e) Tudo ocorreu antes, como havíamos previsto. / Quando estou com fome, como
qualquer coisa.
25. Assinale a alternativa em que a associação está correta:
I. Deus fez a luz; depois criou a natureza e, finalmente, formou o homem.
II. Se quiseres vencer na vida, cultiva a paciência e segue a lei do Amor.
III. Sabemos que o homem chegou à Lua.
IV. Com aquela viagem, queria ter uma visão ampla sobre a situação do Brasil no mundo atual.
A- Período composto por coordenação.
B- Período composto por subordinação.
C- Período simples.
D- Período composto por coordenação e subordinação.
( )I-A; II-B; III-C; IV-D
( )I-B; II-A; III-D; IV-C
(X )I-A; II-D; III-B; IV-C
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Crianças, gatinhos e patinhos. Luiz Felipe Pondé
EXERCÍCIOS DE REDAÇÃO
Escreva em itens as principais críticas feitas por Pondé.
Escreva em itens as principais críticas feitas por Pondé.
O mundo fica a cada dia mais
ridículo. Hoje, para provar essa tese, darei três exemplos de ideias
equivocadas que assumem ares de coisa séria.
Duas delas
vêm da pedagogia, das escolas de crianças, um dos campos em que o absurdo tomou
conta das pessoas. As escolas viraram laboratórios de "experiências"
em muitas áreas. Em vez de ensinar as capitais dos Estados e dos países, querem
ensinar as crianças como elas devem se sentir (o que é "correto"
sentir) diante das coisas. Muita dessa gente nem tem "moral" para
pregar para os outros. Não confio em ninguém que posa de "correto".
Vamos ao
primeiro exemplo. Tenho ouvido falar que em muitas escolas virou costume fazer
um dia em que meninos vão vestidos de meninas e meninas vão vestidas de
meninos.
O
mundo fica a cada dia mais ridículo. Hoje, para provar essa tese, darei três
exemplos de ideias equivocadas que assumem ares de coisa séria.
Duas
delas vêm da pedagogia, das escolas de crianças, um dos campos em que o absurdo
tomou conta das pessoas. As escolas viraram laboratórios de
"experiências" em muitas áreas. Em vez de ensinar as capitais dos
Estados e dos países, querem ensinar as crianças como elas devem se sentir (o
que é "correto" sentir) diante das coisas. Muita dessa gente nem tem
"moral" para pregar para os outros. Não confio em ninguém que posa de
"correto".
Vamos
ao primeiro exemplo. Tenho ouvido falar que em muitas escolas virou costume
fazer um dia em que meninos vão vestidos de meninas e meninas vão vestidas de
meninos.
Na
cabeça desse povo, esse dia deve ser dedicado ao combate à violência de gênero.
O que esses professores não sacam é que um pedido desse para crianças é em si
uma violência de gênero e uma covardia, levando-se em conta que são crianças e
que não têm como se defender dos delírios de teóricos bobos. E o pior é que
pais inteligentinhos acham essa bobagem a última palavra em "ética".
Risadas?
Outro
dia ouvi de um menino de sete anos da classe C que sua professora pensava que
ele era uma travesti porque tinha dito na classe que no dia X os meninos deviam
ir vestidos de meninas e vice-versa. Mas, como ele não era uma travesti,
recusou-se a ir vestido de mulher e me falou: "Eu não fui porque não sou
travesti".
Veja,
isso nada tem a ver com travestis adultos ou o direito de o ser (que julgo
inquestionável, do ponto de vista do contrato democrático em que vivemos). Isso
tem a ver com taras teóricas de professoras autoritárias que infernizam a vida
das crianças com suas ideias descabidas.
Digamos
de uma vez por todas: ninguém entende patavina de sexualidade. Mas ficou na
moda dizer que entende.
Imagino
que a autoritária de gênero, a professora desse menino (e de outros tantos e
tantas), veja preconceito na fala dele. Eu vejo nessa professora a alma
totalitária típica desses comissários do bem social. Uma praga que infesta as
escolas e o mundo como um todo.
O
mundo está cheio desses comissários, uma espécie de gente mandona que atormenta
os outros com suas taras teóricas.
A
verdade é que o mundo sempre foi um poço de loucuras, taras e incoerências. Por
que agora passamos a achar que basta se dizer a favor do bem social e essa
pessoa está a salvo de ser um obcecado qualquer exercendo suas taras teóricas
sobre crianças que não têm como se defender diante dessas bobagens? E o pior é
que muitos psicólogos abraçam essa baboseira.
O
segundo exemplo também vem da educação: a decisão de mudar letras de músicas
como "atirei o pau no gato" para coisas como "não atirei o pau
no gato", a fim de fazer com que as crianças não maltratem os gatinhos.
Crianças, na sua maioria esmagadora, sempre amaram gatinhos. Mas crianças não
são anjinhos e, quando o são, são doentes. Por que psicólogos, pedagogos e pais
se unem numa prática ridícula como essa? Ninguém mais quer ter filhos, e os
poucos que têm os torturam com essas ideias bobas.
Duvido
que músicas assim nos façam amar mais os gatinhos, assim como acredito que
existam veganos infames e carnívoros malvados no meio da humanidade. Penso mais
que músicas assim visam apenas satisfazer a tara teórica de algum pedagogo ou
psicólogo que, em vez de estudar a sério, fica embarcando em modinhas. É mais
um exemplo de comissários do bem social.
Esses
caras devem achar que assim não existirão mais guerras no mundo e não
precisaremos mais matar seres vivos para viver. Eis os famosos idiotas do bem.
E,
por último, a terceira ideia: os mandões que querem nos proibir de comer foie
gras em nome do bem dos patinhos. Adoro patinhos. A forma de produzir foie gras
é mesmo feia. Mas, pergunto-me: quem ou o que esses santos contra o foie gras
torturam por trás das cortinas?
Aposto
que a mesma moçada que chora por gatinhos e patinhos não chora por bebês
abortados. Interessante esse cruzamento de (in)sensibilidades, não? 1 - ''O mundo fica a cada dia mais ridículo''.
Substitua a metonímia em 'mundo' por uma palavra que lhe dê um sentido denotativo.
terça-feira, 2 de junho de 2015
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